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Derrota de Lula: Congresso derruba veto à Dosimetria

maio 01, 2026

O Congresso Nacional derrubou, nesta semana, os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, com 367 votos favoráveis à rejeição. A proposta trata da revisão de penas relacionadas a crimes previstos no Código Penal ligados a atentados contra o Estado Democrático de Direito, incluindo condenações decorrentes dos atos de 8 de janeiro.

Ao todo, 168 parlamentares votaram pela manutenção dos vetos, enquanto cinco se abstiveram. Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram pela derrubada e 144 pela manutenção. No Senado, 49 votaram contra o veto presidencial e 24 a favor.

A votação ocorreu em meio a um cenário de desgaste do governo no Congresso, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O Senado rejeitou o nome indicado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo dos 41 necessários para aprovação.

O Projeto de Lei da Dosimetria prevê mudanças na aplicação de penas, incluindo a proibição da soma de sanções sobrepostas e a possibilidade de redução de um terço a dois terços para condenados que não tenham exercido liderança ou financiamento nos atos. A proposta também altera regras de progressão de regime, permite remição de pena em prisão domiciliar e estabelece a retroatividade por se tratar de norma penal mais benéfica.

O presidente Lula havia vetado integralmente o projeto em 8 de janeiro, durante ato no Palácio do Planalto, ao afirmar que as condenações relacionadas aos atos haviam ocorrido com base em provas consistentes e ao elogiar a atuação do STF.

Durante a sessão, parlamentares da base governista argumentaram que a derrubada do veto poderia gerar benefícios a condenados por crimes graves. Diante disso, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, anunciou a exclusão de trechos que tratavam de progressão de regime em casos relacionados a facções criminosas.

Alcolumbre explicou que a decisão considerou a existência de conflito entre o texto do projeto e normas posteriores aprovadas pelo próprio Congresso, especialmente a chamada Lei Antifacção. “Refiro-me aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, que tratam da progressão de regime em hipóteses que foram recentemente alteradas pela Lei Antifacção”, afirmou.

O presidente do Senado acrescentou que a derrubada integral dos vetos poderia gerar efeitos indesejados no sistema penal. “Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, declarou, segundo a Oeste. “Esse cenário representaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado”, concluiu.

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para cargo de ministro do STF

abril 30, 2026

Nessa quarta-feira (29), o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Conforme o STF, para que a indicação fosse aprovada eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores. A indicação foi arquivada. Em mais de 130 anos, esta é a primeira vez que o nome de um indicado a ministro do STF é rejeitado.

Antes da votação, que durou pouco mais de sete minutos, os senadores aprovaram indicações para vagas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Nacional de Justiça. Foram aprovadas ainda, as indicações de Margareth Rodrigues Costa, para ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para o cargo de defensora pública-geral federal da Defensoria Pública da União.

A CCJ havia aprovado o nome de Messias para o cargo de ministro da mais alta corte por 16 votos favoráveis e 11 contrários. A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação só chegou ao Senado no início de abril.

Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com informações da Agência Brasil

PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

março 23, 2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

“Flávio Bolsonaro vai acabar com a maioridade penal”, diz presidente do PL

março 03, 2026

O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (27) que, caso seja eleito presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro vai “acabar com a maioridade penal”. A declaração foi dada durante evento realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
De acordo com Valdemar, o pré-candidato deixou de mencionar o tema em seu discurso. “Ele vai acabar com a maioridade. Não tem quem não seja a favor disso. Só doido que não é. Esses meninos fazendo o que fazem na rua aqui, atacando gente de idade, e você não pode fazer nada contra eles. Ele vai acabar com a maioridade. Não tenho dúvida disso”, declarou o dirigente partidário.

Valdemar foi homenageado em cerimônia na Alesp, por iniciativa do presidente da Casa, André do Prado. O evento contou ainda com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e do senador Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha de Flávio.

O presidente do PL elogiou o desempenho do senador e afirmou que ele é mais habilidoso politicamente do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Flávio é outra pessoa, é diferente. O Flávio tem algumas qualidades do Bolsonaro e é habilidoso. O Bolsonaro não. Ele falou bem aí hoje. Ele só esqueceu de falar um negócio, mas eu não tive como passar para ele também. Ele vai acabar com a maioridade”, completou.

Durante o discurso na Alesp, Flávio Bolsonaro fez críticas à política tributária do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu o endurecimento da legislação penal, sinalizando o tom que deve adotar ao longo da pré-campanha.
 
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