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Primeiro caça supersônico feito no Brasil será apresentado hoje pela Embraer

março 25, 2026

O primeiro caça supersônico produzido no Brasil será apresentado nesta quarta-feira (25) pela Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. O modelo F-39 Gripen, desenvolvido em parceria com a sueca Saab, representa um marco para a indústria aeronáutica nacional e para a soberania do espaço aéreo brasileiro.

Um caça supersônico é uma aeronave militar capaz de ultrapassar a velocidade do som. Isso permite respostas mais rápidas a ameaças e maior capacidade de interceptação no espaço aéreo.

O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ocorre em meio ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID), com investimentos em tecnologia e transferência de conhecimento estratégico.

Ao todo, o acordo firmado em 2014 entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a fabricante prevê a aquisição de 36 caças, sendo 15 montados no Brasil. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais).

O programa F-X2 inclui ainda cerca de 60 projetos de transferência de tecnologia e, nos últimos 10 anos, já resultou no treinamento de 350 engenheiros brasileiros na Suécia, mais de dois mil empregos diretos e dez mil postos de trabalho indiretos.

Segundo o engenheiro aeronáutico do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e conselheiro do Crea-SP, Maurício Pazini Brandão, trata-se de um avanço significativo para o país.


"É uma aeronave de defesa aérea de alto desempenho. Ela tem condições de voar em Mach 2, o que significa que é duas vezes a velocidade do som. Ou seja, é uma aeronave que ao decolar, se desloca com grande velocidade na direção de um eventual perigo que tenha sido plotado pela nossa Defesa Aérea", destacou.

Mach é uma unidade de medida que representa a velocidade do som. Mach 1 corresponde à velocidade do som na atmosfera – cerca de 1.235 km/h ao nível do mar, podendo variar conforme altitude e temperatura. Mach 2 significa voar ao dobro dessa velocidade, ultrapassando 2.400 km/h.
O que é o Gripen?

O F-39 Gripen é um caça multimissão de última geração, projetado para atuar em diferentes tipos de operação, como defesa aérea, ataque e reconhecimento. Equipado com sensores avançados, radar moderno e sistemas de armas de alta precisão, o avião também possui capacidade de combate além do alcance visual (BVR) e dentro do alcance visual (WVR).

Além disso, o modelo se destaca pela eficiência operacional, menor custo de manutenção e alta disponibilidade – fatores considerados estratégicos para a Força Aérea Brasileira (FAB), que pretende utilizá-lo pelos próximos 30 anos.
Por que fabricar um caça no Brasil é importante?

A produção nacional do Gripen coloca o Brasil em um grupo restrito de países com capacidade de desenvolver e montar aeronaves de combate supersônicas. Mais do que isso, o projeto envolve transferência de tecnologia, formação de profissionais e fortalecimento da indústria local.

Foto: Divulgação/FAB



"Isso representa para a Embraer e para as empresas que estão associadas à Embraer no programa, um salto tecnológico enorme", afirmou Brandão.
O Gripen vai além do campo militar. O conhecimento adquirido no projeto tende a se espalhar para outras áreas da economia, especialmente a aviação civil.

"Os conhecimentos passam para a aviação civil. Ou seja, o que a gente aprende na aviação militar, a gente transfere através dos nossos recursos humanos especializados para o setor civil", explicou o especialista.

PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

março 23, 2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Governo anuncia decreto “Justiça por Orelha” que amplia multas por maus-tratos

março 13, 2026

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um decreto que amplia as multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais no Brasil. A nova norma aumenta significativamente os valores das penalidades e cria iniciativas voltadas à proteção da fauna em situações de emergência.

Batizada de “Justiça por Orelha”, em referência à morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro de 2026, a medida estabelece multas que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos com agravantes.

O decreto altera o decreto que regulamenta infrações administrativas ambientais no país. Antes da mudança, as multas previstas para esse tipo de crime variavam entre R$ 500 e R$ 3 mil.

Durante o anúncio, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a medida representa um avanço na proteção animal.


“Isso é decorrência da luta que todos vocês travam juntos. É uma luta árdua de conscientização da sociedade e não é fácil. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade em que a violência e a crueldade permanecem muito presentes, tanto contra os animais quanto contra os próprios seres humanos”, disse.
Proteção animal em desastres

A nova legislação também busca fortalecer a proteção de animais em situações de emergências, acidentes e desastres ambientais, que têm se tornado mais frequentes no país devido às mudanças climáticas.

Segundo o governo, a proposta pretende organizar ações de resgate e reduzir a mortalidade de animais em eventos extremos, como enchentes, queimadas e deslizamentos.

Entre as iniciativas anunciadas está a criação do Programa Nacional SamuVet, que pretende ampliar a capacidade de resposta do poder público em situações críticas que afetam animais.

Coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o programa vai integrar a proteção animal às estratégias de prevenção, gestão de riscos e resposta a desastres. A proposta também prevê apoio a estados e municípios em ocorrências ambientais de grande impacto.
Caso Orelha

No início de janeiro, após desaparecer por dois dias, o cão comunitário Orelha reapareceu gravemente ferido. Ele foi resgatado e levado para atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser sacrificado. Exames e avaliações descartaram atropelamento e apontaram que os ferimentos foram causados por agressões.

Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado de forma coletiva pela comunidade. Moradores se revezavam na alimentação, na limpeza das casinhas improvisadas, na troca de cobertores e no acompanhamento do dia a dia do animal, que se tornou parte da rotina do bairro.

A Polícia Civil identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no caso. Na conclusão do inquérito, a corporação pediu a internação de um adolescente e indiciou três adultos por coação a testemunha.

Com o encerramento da fase investigativa, os inquéritos serão encaminhados ao Poder Judiciário, que dará sequência aos trâmites legais.

Vorcaro pagou degustação de whisky em Londres para Moraes, Gonet e Toffoli

março 11, 2026

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, financiou uma degustação de whisky durante um evento realizado em Londres em abril de 2024, que reuniu autoridades brasileiras dos três Poderes. Entre os participantes estavam os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A informação consta em registros encontrados no celular do banqueiro e recuperados pela Polícia Federal.

Os dados foram encaminhados à CPI do INSS e também foram mencionados em registros discutidos durante uma sessão secreta do STF realizada em 12 de fevereiro, convocada para tratar do afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Entre os participantes do encontro em Londres também estavam o ministro do Superior Tribunal de Justiça Benedito Gonçalves, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de advogados e empresários ligados ao evento.

Os documentos encontrados pela Polícia Federal incluem trocas de e-mails com relatórios de custos do I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado entre os dias 23 e 27 de abril de 2024 e organizado pelo Grupo Voto com financiamento do Banco Master. Em meio aos registros de despesas aparece a contratação de um “serviço de degustação Macallan no George Club”, referência a uma marca tradicional de whisky escocês.

O valor da degustação foi registrado em US$ 640.831,88, montante que, convertido pela cotação do dólar na época, corresponde a cerca de R$ 3,3 milhões. A documentação não apresenta lista oficial de convidados para essa atividade específica, mas a participação de autoridades no encontro foi mencionada posteriormente em declarações durante discussões internas do Supremo.

Durante uma sessão reservada do STF, Alexandre de Moraes citou o encontro realizado em Londres. Segundo o ministro, várias autoridades presentes no evento participaram do momento social após as atividades do fórum. Em outra troca de mensagens recuperada pela investigação, Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para o evento. O magistrado indicou que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, não deveria ser incluído, orientação que foi repassada pelo banqueiro aos organizadores do fórum.

Custo da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em fevereiro

março 10, 2026

O valor da cesta básica subiu em 14 das 27 capitais brasileiras em fevereiro. É o que aponta a pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que contabilizou as principais altas Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%).

No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98) e Florianópolis (R$ 797,53). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

Segundo o levantamento, o aumento no valor da cesta básica foi provocado pela alta nos preços da carne bovina de primeira e do feijão. Os demais itens, como óleo de soja, açúcar, café em pó, arroz e leite integral, registraram queda no período.

Foto: Dieese


Cesta básica x salário mínimo

Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 46% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em fevereiro. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o percentual ficou em 51%.

Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em fevereiro de 2026 deveria ter sido de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. No mesmo período de 2025, quando o piso mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário ficou em R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o valor vigente na época.


Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos

março 05, 2026
STF

O volume mais elevado de transações foi registrado em 2024, segundo ano do atual governo, quando a movimentação alcançou R$ 7,2 milhões. Em 2025, o montante caiu para R$ 3,3 milhões. Já em 2026, até o dia 30 de janeiro, foram registrados R$ 205.455,96 em operações financeiras na mesma conta.

De acordo com os dados levantados, as características indicam tratar-se de uma conta utilizada para investimentos. A maior parte dos valores recebidos teve origem nas próprias empresas de Lulinha, além de rendimentos de aplicações financeiras e transferências de terceiros. Entre as principais fontes de recursos estão a LLF Tech Participações, com R$ 2,37 milhões, e a G4 Entretenimento e Tecnologia, com R$ 772 mil.

Lulinha é investigado sob suspeita de sociedade com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais alvos da chamada Farra do INSS, escândalo envolvendo descontos ilegais em aposentadorias. A defesa do empresário afirma que ele não tem relação com o investigado nem com os descontos indevidos e informou que prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, instância responsável pela condução do caso.

Tarcísio se reúne com Flávio Bolsonaro: "vamos fazer história juntos"

fevereiro 28, 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na manhã desta sexta-feira (27), na capital paulista. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que os dois vão fazer "história juntos".

"Vamos fazer história juntos, construindo o 'Projeto Brasil' para recolocar o país no caminho da prosperidade. Meu amigo Tarcísio, vamos estar juntos não apenas em São Paulo, mas devolvendo a esperança a todos os brasileiros", escreveu.

Tarcísio e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro discutem o apoio mútuo nas campanhas à presidência e à reeleição ao governo paulista. De acordo com a coluna de Eduardo Gayer, Flávio quer fechar quanto antes quem serão os candidatos a senador e vice-governador em São Paulo, enquanto Tarcísio tenta ganhar tempo e estancar a pressão do PL por mais espaço na chapa.

O café da manhã ocorreu poucas horas antes de uma homenagem ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento reunirá autoridades da centro-direita paulista.

Na postagem desta sexta, Flávio afirmou que "é necessário resgatar a capacidade de estabelecer consenso em torno de uma visão de futuro". Não é a primeira vez que o "filho 02" fala em sintonia entre a direita.

Após embates entre Michelle, Eduardo e Nikolas Ferreira, Flávio pediu união entre eles. "Está todo mundo querendo vencer a discussão, mas o que precisamos é vencer a eleição", disse.

Anvisa investiga 65 mortes após uso de canetas emagrecedoras

fevereiro 21, 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 65 mortes registradas desde 2018 após o uso de canetas emagrecedoras indicadas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Até o momento, não há confirmação de relação direta entre os óbitos e os medicamentos.

No mesmo período, o banco oficial da agência contabilizou 2.436 notificações de possíveis efeitos colaterais associados a essas medicações.

Atualmente, existem diferentes marcas no mercado, com princípios ativos variados. Esses medicamentos são indicados principalmente para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade.

No entanto, se tornaram populares entre pessoas que buscam acelerar a perda de peso, já que ajudam a controlar o apetite e a glicose no sangue.

A endocrinologista Cecília Coimbra explica que os medicamentos atuam na via intestinal.

“Elas agem tanto na via intestinal, melhorando a captação de glicose. Além disso, retardam o esvaziamento gástrico, o que aumenta a sensação de saciedade por mais tempo”, afirma.
Os 65 óbitos sob investigação envolvem relatos de possíveis casos de pancreatite associados ao uso dos medicamentos.

A Anvisa reforça que a apuração ainda não comprovou relação causal. Além disso, o uso sem acompanhamento médico pode aumentar o risco de complicações.

Anvisa apreende lote falsificado do Mounjaro
Nesta sexta-feira (20), a Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A medida foi adotada após a fabricante identificar unidades com características diferentes do produto original, como impressão borrada do nome e erro no espaçamento da data de validade.

AInda de acordo com Cecília, a falsificação é uma das principais preocupações.

“O maior problema está na falsificação, porque existe uma indústria produzindo e dizendo que é genérico, e não existe genérico dessas medicações até o momento”, alerta.
Atualmente, a venda desses medicamentos ocorre apenas com retenção de receita nas farmácias, medida que, segundo especialistas, amplia a segurança para os pacientes — prática já adotada em países como Estados Unidos e nações da Europa.
 
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